Introdução
Os erros de projeto e execução que geram prejuízo para construtoras estão entre os principais fatores responsáveis por atrasos de obra, aumento de custos, retrabalho e conflitos contratuais. Muitas vezes, esses problemas não surgem por falta de investimento, mas por decisões técnicas mal fundamentadas ou pela ausência de compatibilização e controle adequado.
Em um cenário de margens cada vez mais apertadas e maior exigência por previsibilidade, identificar e eliminar esses erros é essencial para garantir rentabilidade, qualidade e segurança jurídica nas obras.
Neste artigo, listamos os 7 erros mais recorrentes em projetos e execuções que impactam diretamente o resultado financeiro das construtoras — e como evitá-los.
1. Falta de compatibilização entre projetos
A ausência de compatibilização entre projetos arquitetônico, estrutural, elétrico e hidrossanitário é um dos erros de projeto e execução que mais geram prejuízo para construtoras.
Principais impactos:
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- Interferências em obra
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- Quebra de elementos estruturais
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- Retrabalho e desperdício de materiais
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- Atrasos no cronograma
Como evitar:
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- Uso de coordenação técnica integrada
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- Revisões sistemáticas antes do início da obra
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- Adoção de processos BIM ou compatibilização técnica tradicional bem documentada
2. Projetos incompletos ou mal detalhados
Iniciar a execução com projetos básicos, sem detalhamento executivo adequado, transfere decisões críticas para o canteiro de obras — onde o custo do erro é muito maior.
Consequências comuns:
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- Improvisações técnicas
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- Decisões sem embasamento normativo
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- Aumento de aditivos contratuais
Boa prática:
Somente iniciar a obra com projetos executivos completos, compatibilizados e revisados por profissionais habilitados.
3. Subdimensionamento estrutural ou especificações inadequadas
O subdimensionamento de elementos estruturais ou a escolha incorreta de materiais é um erro grave que pode comprometer segurança, desempenho e vida útil da edificação.
Riscos envolvidos:
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- Fissuras, deformações excessivas e patologias precoces
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- Necessidade de reforço estrutural
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- Passivos técnicos e jurídicos
Prevenção:
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- Respeito rigoroso às normas técnicas
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- Revisão independente dos projetos estruturais
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- Análise de desempenho ao longo da vida útil da edificação
4. Falhas no controle tecnológico dos materiais
Ignorar ou negligenciar o controle tecnológico do concreto, aço e outros materiais é um erro silencioso, mas extremamente oneroso.
Problemas gerados:
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- Concreto fora de especificação
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- Redução da durabilidade da estrutura
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- Dificuldade de rastreabilidade em caso de falhas
Solução:
Implementar um plano de controle tecnológico desde o início da obra, com registros, ensaios e acompanhamento técnico contínuo.
5. Execução sem fiscalização técnica qualificada
A ausência de fiscalização técnica ativa e independente permite que erros se acumulem até se tornarem irreversíveis.
Impactos diretos:
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- Não conformidades ocultas
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- Desvios de projeto
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- Patologias construtivas futuras
Recomendação:
Manter fiscalização técnica especializada, com foco preventivo, e não apenas corretivo.
6. Alterações em obra sem análise técnica prévia
Mudanças feitas “para ganhar tempo” ou reduzir custos imediatos frequentemente se transformam em grandes prejuízos futuros.
Exemplos comuns:
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- Troca de materiais sem validação técnica
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- Alterações estruturais sem recalculo
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- Supressão de etapas construtivas
Como evitar:
Toda alteração deve passar por análise técnica formal, com registro, ART e avaliação de impacto no desempenho da edificação.
7. Falta de planejamento e gestão de riscos técnicos
A inexistência de um planejamento técnico estruturado é um dos erros de projeto e execução que geram prejuízo para construtoras mais subestimados.
Consequências:
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- Cronogramas irreais
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- Custos fora de controle
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- Decisões reativas em vez de estratégicas
Boa prática:
Adotar gestão de riscos técnicos, com identificação prévia de pontos críticos do projeto e da execução.
Conclusão
Os erros de projeto e execução que geram prejuízo para construtoras não são, na maioria das vezes, acidentes inevitáveis. Eles são resultado de falhas de planejamento, ausência de controle técnico e decisões tomadas sem embasamento adequado.
Investir em projetos bem elaborados, compatibilização, fiscalização técnica e gestão de riscos não é custo — é estratégia para proteger margens, reputação e sustentabilidade do negócio.
Construtoras que tratam engenharia como investimento reduzem retrabalho, evitam litígios e entregam obras mais seguras, duráveis e previsíveis.
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