O maior mito do concreto que ainda domina os canteiros de obra

O maior mito do concreto que ainda domina os canteiros de obra

O maior mito do concreto

Vamos falar sobre o maior mito do concreto. Quando se fala em concreto, um dos conceitos mais difundidos na construção civil é o famoso prazo de 28 dias. Para muitos profissionais, clientes e investidores, esse período representa o “fim” do processo de resistência do material. Mas a realidade técnica é bem mais interessante — e estratégica.

O concreto não seca. Ele hidrata. E esse processo continua por anos, até décadas, após a execução da obra.

Entender esse comportamento muda a forma como enxergamos qualidade construtiva, durabilidade, manutenção e valor do ativo imobiliário.

O que realmente acontece com o concreto após a concretagem

Diferente do que o senso comum sugere, o concreto não endurece porque a água “evapora”.

O ganho de resistência ocorre devido a uma reação química chamada hidratação do cimento, que começa no momento da mistura e continua enquanto houver umidade disponível no material.

Durante esse processo:

    • O cimento reage com a água

    • Formam-se cristais que ocupam os vazios internos

    • A microestrutura do concreto se torna mais densa

    • A resistência mecânica aumenta progressivamente

Mesmo após os 28 dias — marco adotado por normas técnicas para ensaios de resistência — a hidratação não cessa completamente.

Por que os 28 dias se tornaram referência?

O prazo de 28 dias foi definido por normas técnicas porque, nesse período, o concreto costuma atingir entre 70% e 90% da sua resistência final, dependendo do traço, tipo de cimento, condições ambientais e cura.

Ou seja:

    • É um marco prático, não um limite físico

    • Serve para controle tecnológico e liberação de etapas da obra

    • Não representa o fim da evolução do material

Em estruturas bem executadas e corretamente curadas, o concreto pode continuar ganhando resistência por muitos anos.

A importância da cura: o detalhe que define o futuro da estrutura

Aqui está o ponto crítico — e muitas vezes negligenciado em canteiros de obras.

A cura do concreto é o processo que garante a manutenção da umidade necessária para que a hidratação continue de forma adequada nos primeiros dias após a concretagem.

Quando a cura é mal executada:

    • O concreto perde água rapidamente

    • A hidratação é interrompida precocemente

    • Surgem fissuras, retrações e perda de desempenho

    • A durabilidade da estrutura é comprometida

Quando a cura é bem controlada:

    • O concreto desenvolve melhor resistência

    • A estrutura se torna mais densa e durável

    • Reduz-se a permeabilidade e a agressividade ambiental

    • O desempenho ao longo do tempo é significativamente superior

O que esse fato curioso muda para incorporadoras e construtoras?

Para quem desenvolve, executa ou investe em empreendimentos imobiliários, esse conhecimento vai muito além da curiosidade técnica.

1. Visão de longo prazo do ativo

Empreendimentos bem executados, com controle tecnológico e cura adequada, tendem a apresentar:

    • Menor custo de manutenção

    • Maior vida útil da estrutura

    • Menor risco de patologias precoces

Isso impacta diretamente o valor do imóvel ao longo do tempo.

2. Decisões mais assertivas em especificações

Compreender que o concreto evolui ao longo da vida útil reforça a importância de:

    • Bons projetos estruturais

    • Traços adequados ao ambiente de exposição

    • Aditivos e tecnologias compatíveis com o desempenho esperado

3. Redução de riscos técnicos e jurídicos

Falhas de execução e cura inadequada estão entre as principais causas de manifestações patológicas e disputas técnicas no setor.

Controle, acompanhamento e rastreabilidade reduzem significativamente esses riscos.

Como a Fócon Engenharia aplica esse conhecimento na prática

Na Fócon Engenharia, esse “fato curioso” é tratado como premissa técnica, não como detalhe.

O acompanhamento técnico contínuo garante que:

    • A execução siga rigorosamente os projetos e normas

    • Os processos de concretagem e cura sejam corretamente aplicados

    • A qualidade não seja pensada apenas para a entrega da obra, mas para toda a vida útil da edificação

Mais do que cumprir prazos, o foco está em entregar estruturas duráveis, seguras e alinhadas ao ciclo de vida do empreendimento.

Conclusão

O concreto não seca.
Ele evolui, se transforma e se fortalece ao longo do tempo.

Entender esse comportamento é fundamental para:

    • Construir com mais qualidade

    • Reduzir retrabalhos e custos futuros

    • Valorizar o patrimônio construído

    • Tomar decisões técnicas mais inteligentes

Na engenharia moderna, qualidade não é apenas o que se vê na entrega — é o que permanece por décadas.

Saiba mais sobre a Fócon Engenharia: https://foconengenharia.com.br/servicos-focon/

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