As falhas na impermeabilização durante a execução da obra estão entre as principais causas de infiltrações, patologias construtivas e redução da vida útil das edificações. Desde o início da execução, quando o sistema não recebe o preparo adequado, o risco estrutural já começa a se formar. Embora muitas dessas falhas não sejam percebidas imediatamente, seus efeitos surgem com o tempo — e, consequentemente, exigem intervenções corretivas de alto custo.
Portanto, a impermeabilização mal executada não é apenas um problema estético. Na prática, trata-se de uma vulnerabilidade técnica que compromete a durabilidade estrutural e, além disso, impacta diretamente a credibilidade do empreendimento.
O Que São Falhas na Impermeabilização Durante a Execução da Obra?
As falhas na impermeabilização durante a execução da obra ocorrem quando o sistema impermeabilizante não é aplicado conforme projeto, especificações técnicas ou recomendações normativas. Em geral, esses erros surgem durante etapas consideradas “simples”, mas que exigem precisão técnica.
Entre os problemas mais recorrentes, destacam-se:
Aplicação sobre base inadequada
Ausência de regularização da superfície
Emendas mal executadas
Falta de reforço em pontos críticos
Não realização de teste de estanqueidade
Além disso, quando não há fiscalização especializada, a probabilidade de erro aumenta consideravelmente. Como resultado, pequenas falhas evoluem para manifestações patológicas relevantes.
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Por Que a Impermeabilização é Estrutural e Não Apenas Acabamento?
Ainda hoje, em muitos canteiros, a impermeabilização é tratada como etapa secundária. No entanto, segundo a ABNT NBR 9575 – Impermeabilização – Seleção e Projeto, trata-se de um sistema técnico indispensável para garantir desempenho e durabilidade.
Quando corretamente especificada e executada, a impermeabilização:
Protege o concreto contra agentes agressivos
Minimiza o risco de corrosão das armaduras
Reduz a incidência de patologias
Contribui para o desempenho global da edificação
Por outro lado, a ausência de controle técnico durante essa fase gera consequências cumulativas. Com o passar do tempo, a umidade penetra, as armaduras oxidam e, consequentemente, a estrutura perde desempenho.
Segundo o Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON), grande parte das patologias estruturais está relacionada à deficiência na proteção contra umidade.
Principais Pontos Críticos de Falha
Lajes de Cobertura
Primeiramente, as lajes expostas sofrem ação direta de chuva, variações térmicas e movimentações estruturais. Dessa forma, qualquer erro na aplicação pode resultar em infiltrações recorrentes.
Problemas frequentes incluem:
Emendas desalinhadas
Falta de caimento
Perfurações posteriores na manta
Áreas Molhadas
Nos banheiros e cozinhas, por exemplo, a impermeabilização precisa subir corretamente nas paredes e receber reforço em ralos e cantos. Entretanto, quando essa etapa é negligenciada, surgem infiltrações para pavimentos inferiores.
Consequentemente, aparecem manchas, desplacamentos e conflitos com usuários após a entrega da obra.
Reservatórios e Piscinas
Já em reservatórios e piscinas, o erro costuma estar na ausência de ensaio de estanqueidade ou na aplicação fora da espessura especificada. Nesse cenário, vazamentos estruturais tornam-se inevitáveis.
Além disso, a correção posterior exige intervenção invasiva e custos elevados.
Consequências Técnicas das Falhas
Quando as falhas na impermeabilização durante a execução da obra não são identificadas a tempo, seus impactos evoluem de forma progressiva. Inicialmente, surgem manchas de umidade. Em seguida, aparecem eflorescências e fissuras superficiais. Posteriormente, ocorre a corrosão das armaduras.
Entre os principais efeitos técnicos, destacam-se:
Infiltrações persistentes
Eflorescências
Desplacamento de revestimentos
Corrosão das armaduras
Redução da vida útil da estrutura
Assim, o custo de correção tende a ser significativamente maior do que o investimento preventivo inicial.
Por Que Esses Erros Ainda Acontecem?
Diversos fatores contribuem para a recorrência dessas falhas. Em primeiro lugar, existe pressão por cumprimento de cronograma. Em segundo lugar, ocorre tentativa de redução de custos imediatos. Além disso, muitas obras não possuem projeto específico de impermeabilização.
Somado a isso, a ausência de acompanhamento técnico especializado amplia o risco de decisões equivocadas durante a execução.
Dessa maneira, percebe-se que o problema raramente está apenas no material utilizado; na maioria das vezes, está na gestão do processo construtivo.
Como Evitar Falhas na Impermeabilização Durante a Execução da Obra
Para reduzir riscos e aumentar a durabilidade da edificação, algumas medidas são essenciais:
✔ Elaborar projeto específico de impermeabilização
✔ Seguir rigorosamente as recomendações normativas
✔ Garantir preparo adequado da base
✔ Executar teste de estanqueidade
✔ Registrar tecnicamente cada etapa
✔ Contar com acompanhamento especializado
Quando essas práticas são adotadas, o índice de patologias diminui de forma significativa. Além disso, a previsibilidade técnica da obra aumenta.
Controle Técnico é Estratégia de Gestão
Em síntese, as falhas na impermeabilização durante a execução da obra representam um risco silencioso porque seus efeitos não são imediatos. Contudo, quando se manifestam, impactam diretamente a estrutura, o orçamento e a reputação do empreendimento.
Por isso, investir em controle técnico durante a execução não deve ser visto como custo adicional. Pelo contrário, trata-se de uma estratégia eficiente de gestão de risco e proteção do investimento.
Se o objetivo é reduzir retrabalho, evitar patologias e aumentar a vida útil da estrutura, o acompanhamento técnico desde as etapas iniciais torna-se decisivo.
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